| Teatro das Beiras apresenta "Cirineu, uma Morte Anunciada" |
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| Escrito por Zita Ferreira Braga -HM |
| Quinta, 29 Julho 2010 02:41 |
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O espectáculo para o ar livre “Cirineu, uma morte anunciada” de Fernando Paulouro Neves, é apresentado pelo Teatro das Beiras a 7 de Agosto , pelas 22:00, no Terreiro da Casa da Cultura em Famalicão da Serra. “Cirineu, uma morte anunciada” tem encenação de Antónia Terrinha, música original de Rogério Peixinho e interpretação de Antónia Terrinha, Pedro Damião, Pedro da Silva, Rogério Peixinho, Rui Raposo Costa e Teresa Baguinho. "Ténue é a fronteira que distingue o justo, do justiceiro, num mundo desigual. Num tempo, onde ser pobre, era ser infame, Cirineu aparece-nos como um grito de revolta dos oprimidos, dos fracos, dos malnascidos… Esta é a história de um passado recente, dividida em ricos e pobres; entre quem tem o poder e quem é subjugado e onde a impunidade de quem manda, contrasta com a fragilidade de quem nada pode. Ontem, como hoje, em que as desigualdades sociais são cada vez mais acentuadas, é uma história para não esquecer."
Fernando Paulouro Neves, o autor do texto, é natural do Fundão e nasceu em 1947.
Mas isso não o levou a desistir de viver com/e para as palavras, abraçando o jornalismo como matéria de inquietação e de vida.
Pertenceu, várias vezes, à direcção do Sindicato dos Jornalistas e ao Conselho Deontológico, animou debates e participou em conferências, fez parte da Comissão Organizadora das Jornadas da Beira Interior e da Raia Sem Fronteiras. Baptista-Bastos diz dele: “(…)Num país que se move sob as mais atrozes superstições, onde analfabetos irrecuperáveis são directores de imprensa ou ministros de todas as pastas, e no qual muitos “jornalistas” se transformaram em recoveiros do Poder, é sempre com júbilo e, amiúde, com emoção, que assisto à trajectória moral e rigorosamente profissional de Fernando Paulouro. Há neste homem a assunção de um espírito social medular, convertido no acto de sempre se ter recusado distanciar-se da realidade que o cerca e, de certa forma, o justifica e ao seu trabalho de “recto fabbro”. Um intelectual que manuseia, diuturno, a poesia que profetiza e a prosa que sonha e faz sonhar”.
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No Terreiro da Casa da Cultura, em Famalicão da Serra, o Teatro das Beiras vai apresentar a 7 de Agosto, a peça de Fernando Paulouro Neves, "Cirineu,uma Morte Anunciada", com encenação de Antónia Terrinha.