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Escrito por Aurélia Maia
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Domingo, 30 Maio 2010 13:00 |
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Sentada na tribuna avisto ninhos negros de água benta,
a vomitar heresias de tão empanturradas de cera.
Na janela ao lado, Cândida espreita atenta,
Presumivelmente até o seu cão a deixa à espera.
Como é amargo passar a rotina inundada em cio.
O afazer converte-se em peva, e …olá evasão,
Afago com timidez nas coxas aqueloutro rio.
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Escrito por Nesga
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Terça, 16 Fevereiro 2010 22:21 |
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Reparo que a minha língua está inacta, como se a drunfar em fermento. Aprecio portanto certos momentos de excessiva escassez.
O gato belisca um novelo, que idealizara triturado na sua mente, pobre bola de lã, aparvoada com pesadelos de balancé, assim se cessa um momento existencial. O naturalismo ensandeceu, tal como o manto de folhas húmidas, podres e ressequidas que outrora namorou o chão quintal. Na quinta em frente, um cão derrubava uma garrafa de sonasol,
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Fato negro e camisa vinho |
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Escrito por Aurélia Maia
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Terça, 26 Janeiro 2010 05:01 |
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Setembro encurtava os dias e a tarde estava entediante como a de qualquer Domingo. Algures na Rua Maria Mança havia um dedo que tocava à campainha do 3º Esquerdo, onde se encontrava António, de costas para o Sado, enquanto desfolhava uma revista de jet-set. O tédio de António fora invadido por uma curiosidade que o pôs a pensar: “Será ela? Oh … É claro que não! Pára de fantasiar António ”. Então dirigiu-se à porta e abriu-a de rajada, sem sequer ver quem era. Para sua surpresa era mesmo ela. Trazia um vestido negro que lhe terminava nas coxas acetinadas, o corpo tresandava a cio e os seus lábios carnudos projectavam sexapeal.
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Centro de pesquisa falhAda |
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Escrito por Casa Jusis
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Segunda, 18 Janeiro 2010 01:02 |
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Apresentação:
Encontrei certa vez dois fulanos a carimbar à dentada uma menina, aquilo luziu-me aos mantos mel e as bolas de Berlim que por acaso até condizem com lama. Há tráfico de pastelarias e sacarose em recessão de pó acidental, seco, pobre e calado, em montras de chalé e conversas de salsa. Entretanto sai um vagabundo e entram sete ou oito tropas fêmeas em formato biforme, quem sabe isto não explica a ciência dos emos forçados.
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Escrito por Casa Jusis
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Segunda, 11 Janeiro 2010 01:58 |
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Já me disseram que o sol foi desenhado a compasso num estirador enfatuado e que as nuvens são constituídas por pedaços de borracha sobradas do rascunho. Do artista nunca mais ninguém ouviu falar e eu cá por mim, entre o estalar dos dedos e uma bofetada prefiro sempre uma boa massa com carne, submetida a rigorosos controles de qualidade.
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